A Dança dos Fantasmas

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Desta vez,

É na Notícias Magazine.

Daqui a umas horinhas já deve estar nos quiosques com o JN e o DN, quentinha como os pãezinhos quentes acabados de sair. De vez em quando, sabe bem deixar a literatura.

Entretanto, podem sempre ler a reportagem online.

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Estive na Feira do Livro de Lisboa e até vi o Fallorca, vejam lá

Só vieram ainda dois livros, Modos de Ver, de John Berger (5 euros) e Este Mundo, Sem Abrigo (2,5 euros) de Jorge Gomes Miranda. (mas o que eu quero mesmo é Correios, de Charles Bukowski, Livros & Cigarros do Orwell, os dois de E. M. Cioran editados pela Letra Livre, o Blues Para Uma Puta Velha e umas farturinhas a cheirar a óleo). 

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mas alguma vez terá desaparecido?

Mal tinha aquecido, quando recebi a triste notícia que a revista Os Meus Livros tinha sido suspensa. Um pequeno artigo na edição de Março e piu piu morreu. Um mês depois está de regresso para mais uma vida (e espera-se que ultrapasse as sete) e amanhã já a devem encontrar nas bancas. Lá dentro, encontram duas reportagens e uma crítica assinadas por mim.

Nesta edição vai poder encontrar,

Um destaque dedicado à Feira do Livro de Lisboa, com muitas sugestões sobre livros que pode encontrar e autores que vão marcar presença. A não perder, como todos os anos.

Quanto a entrevistas, dois nomes de peso. Pedro Tamen, poeta, tradutor e antigo editor e administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, fala-nos sobre a sua escrita, a sua vida, o seu modo de olhar o mundo. Jorge Silva, director de arte da Leya, fala sobre este novo desafio que é fazer livros. Um desafio exigente, que o leva a tecer duras críticas a alguns intervenientes. Descubra quais e porquê.

A reabertura da livraria Buchholz, um local histórico da cidade de Lisboa e do mundo dos livros em Portugal, marca uma nova etapa neste espaço, com uma oferta dinâmica de livros e actividade cultural. Leia a reportagem sobre o primeiro mês de actividade e a festa de reabertura.

Mas há muito mais: as redes sociais e o seu papel na divulgação de livros; o centenário de Mark Twain; a Pátio das Letras, em Faro, novas editoras e grandes negócios e muitas outras notícias. Além, claro, das habituais sugestões sobre o que vai saindo e muitas recensões.

Um novo cronista, Filipe Homem Fonseca, marca também presença neste regresso, tal como uma página dedicada a fundos de catálogo (alguns bem esquecidos…)

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É para irem a correr comprar o Público

Hoje sai no suplemento Cidades, do Público, uma reportagem assinada por mim sobre as estratégias de sobrevivências das livrarias independentes de Lisboa.

É bom voltar a publicar no “meu” jornal.

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Ele é que diz,

Nadja fixa um ponto no ar: «Há gente boa.» Mais comovido do que desejava parecer, desta vez zango-me: «Não. Aliás, não é disso que se trata. Essa gente perde o interesse na medida exacta em que suporta o trabalho, acompanhado ou não de todas as outras misérias. Como poderia isso elevá-los se neles a revolta não excede tudo? Neste instante, de resto, vê-os, mas eles não a vêem a si. Odeio com todas as minhas forças esta servidão que pretendem impor-nos (…) Uma vida livre é uma vida passada a quebrar perpetuamente as correntes que nos tolhem, e para que isso seja possível, preciso é que as correntes não nos esmaguem, como fazem a muitos daqueles de que fala. Mas a liberdade é também, e talvez seja o que melhor a define humanamente, a mais ou menos longa, mas sempre maravilhosa, sequência de passos que ao homem não acorrentado é permitido dar.

[André Breton, Nadja, Lisboa: Estampa, 2010]

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Tenho um blog

Graças a Deus, actualizo-o pouco.

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714

enquanto esperava pela carreira 714, pensava no amor de dor que deixamos de ser. nas mãos, aquele livrinho de rui caeiro, endereçado aos amigos e a todos e quaisquer apreciadores de papéis que o rabo aproveita. num dos poemas ele escreveu “como tu me dóis” e, eu, que me emocionei de uma ponta à outra, escrevi aquelas palavras em mim e pensei que o nosso amor nada mais era senão uma dor. nunca nos enganamos: nós dois éramos só para nos sentirmos menos sós. eu, no inicio, também me sentia no meio do mar sem terra à vista. a vida não tardou e com ela tu, as mentiras e os enganos. a água do mar é salgada. e eu que nunca rezei nem aspirei a santa, deixei-me estar, contigo, doendo-nos um ao outro.

esperei 60 minutos até entrar na carreira porque sempre que levantava o olhar do livrinho de rui caeiro acabava de partir mais um 714.

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Disse-me,

Hoje o Changuito,

“a grande ignorância de um livreiro tem a saúde de poder ser minorada com toda a sabedoria dos seus clientes”.

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Estão por todo o lado,

vestem-se todos de maneira igual e conversam sempre sobre o mesmo: empréstimos, casas, carros, ginásio e pouco mais.

parecem multiplicar-se a cada dia que passa e por isso, dedico-lhes uns versos de rui caeiro,

CROCODILOS – 1
Não me fazem lembrar crocodilos mas humanos
de sexo masculino: bem vestidos, bem barbeados

CROCODILOS – 2
Comem de tudo e até se comem
uns aos outros. As senhoras da alta
adoram a sua pele brilhante e escamosa

CHIMPANZÉS
Copulam rápida e desapaixonadamente
não pretendem chegar a homens tão depressa

[Rui Caeiro, O Carnaval dos Animais, Lisboa: Letra Livre, 2008]

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Ou no original: “a broom that sweeps the cobwebs away”

Scottie está internado numa unidade de psiquiatria. Midge coloca um disco de Wolfgang Amadeus Mozart no gira-discos.

“Tive uma longa conversa com a senhora da terapia musical. Ela diz que Mozart é o indicado para ti, é a vassoura que varre as teias de aranha. Foi o que ela disse.”

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