A Dança dos Fantasmas

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714

enquanto esperava pela carreira 714, pensava no amor de dor que deixamos de ser. nas mãos, aquele livrinho de rui caeiro, endereçado aos amigos e a todos e quaisquer apreciadores de papéis que o rabo aproveita. num dos poemas ele escreveu “como tu me dóis” e, eu, que me emocionei de uma ponta à outra, escrevi aquelas palavras em mim e pensei que o nosso amor nada mais era senão uma dor. nunca nos enganamos: nós dois éramos só para nos sentirmos menos sós. eu, no inicio, também me sentia no meio do mar sem terra à vista. a vida não tardou e com ela tu, as mentiras e os enganos. a água do mar é salgada. e eu que nunca rezei nem aspirei a santa, deixei-me estar, contigo, doendo-nos um ao outro.

esperei 60 minutos até entrar na carreira porque sempre que levantava o olhar do livrinho de rui caeiro acabava de partir mais um 714.

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Filed under: Do Livros de Afectos

3 Responses

  1. S. says:

    Menina do 714 toma um conselho do 16: anibaleitor

  2. fallorca says:

    Esse autocarro é um ícone do incumprimento nacional de horários.
    Ui, «Anibaleitor», muito giro e bem apresentado na Ler Devagar 🙂

  3. é verdade Fallorca 😉

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